Leque ritual (espelho circular) de Iemanjá e Oxum. Termo yorùbá.
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Bolinho de feijão-fradinho frito em azeite de dendê; oferenda de Iansã/Oxum em algumas tradições. Do yorùbá akará (bolo de feijão) + je (comer).
Sino ritual de metal (cobre ou latão) usado para chamar entidades e saudar Orixás. Yorùbá.
Instrumento de percussão (chocalho de cabaça trançada com contas); também nome de blocos carnavalescos de matriz afro. Yorùbá.
Par de sinos de ferro percutidos com varetas; instrumento de percussão ritual. Yorùbá agogo (sino, relógio).
Recipiente raso (barro, louça ou metal) para oferendas e assentamentos. Português de origem árabe (al-guedār).
Banho ritual de ervas com procedimento específico de preparo e consagração; diferente de banho simples de ervas. Possivelmente do yorùbá amàsì.
Ver:Amaci e Abô
Termo que designa o lado masculino em algumas classificações de Orixás (em oposição a Iabá). Yorùbá.
Saudação ritual (ex.: "Okê Arô!" para Oxóssi). Yorùbá àrò (reflexão, contemplação).
Ver:Oxossi
Fundamento material de um Orixá ou entidade (pedras, metais, ervas, elementos consagrados) guardado no terreiro. Termo brasileiro.
Ver:Espaço Sagrado
Tambor ritual de pele (rum = grave/mestre; rumpi = médio; lé = agudo); instrumento central da gira. Possivelmente do árabe at-tabl via português.
— Do yorùbá àwọ (segredo, mistério); sacerdote iniciado nos segredos de Ifá. Não usado diretamente na Umbanda, mas relevante para entender a herança yorùbá.
— Do yorùbá àṣẹ (poder, autoridade, potência de realização). Na Umbanda: força vital sagrada, capacidade de realização transmitida por relações, natureza e ritual. Não é "energia" no sentido físico.
Ver:Axé
Pai de Santo; dirigente masculino do terreiro. Do yorùbá bàbá (pai) + Òrìṣà (Orixá).
Ver:Hierarquia
Entidade da linha nordestina (alegria, força, resiliência, descarrego). Arquétipo da cultura popular brasileira.
Ver:Baianos
Preparação ritual com ervas e água para limpeza, equilíbrio ou finalidade específica. Diferente de amaci.
Ver:Ervas e Banhos
Entidade da linha dos trabalhadores do campo e da estrada (laço, chapéu, condução de gado).
Ver:Boiadeiros
Entidade da linha da mata (guerreiro, caçador, curador, conhecimento). Termo brasileiro (mestiço indígena/europeu); no contexto umbandista representa o arquétipo do habitante original das matas.
Ver:Caboclos
Ponto de força de Oxum (água doce em movimento).
Ver:Pontos de Força
— Do kimbundu kalunga (limite, fronteira entre vivos e mortos, o mar). Calunga Pequena = cemitério; Calunga Grande = mar.
Auxiliar do médium durante a gira; organiza materiais, auxilia comunicação, cuida da manifestação.
Ver:Hierarquia
Conjunto de tradições afro-brasileiras com nações e sistemas litúrgicos próprios (Ketu/yorùbá, Angola/bantu, Jeje/fon). Religião distinta da Umbanda.
Princípio ético central da Umbanda (ajuda, orientação, serviço); influência espírita.
Ver:Caridade
Tradição religiosa do Nordeste brasileiro com uso da Jurema Sagrada; um dos cultos precursores da Umbanda.
Termo coloquial para o médium incorporante (o médium é "cavalo" da entidade). Uso coloquial; preferir "médium incorporante".
Entidade da linha das estradas, do comércio e das artes divinatórias. Arquétipo da cultura popular europeia adaptado à Umbanda brasileira.
Ver:Ciganos
Altar central do terreiro; espaço onde ficam imagens de Orixás, velas, flores e símbolos. Possivelmente do kimbundu ngonga (altar, lugar sagrado).
Ver:Espaço Sagrado
Grupo de médiuns trabalhando em conjunto formando um campo espiritual coletivo. Influência espírita.
Ver:Mundo Espiritual
Santos católicos gêmeos sincretizados com Ibeji/Erês; festa em 27 de setembro.
Ver:Ibeji Ere
Bebida ritualística oferecida a uma entidade (cachaça, vinho, cerveja, conforme a entidade).
Queima de ervas e/ou resinas para limpeza, preparação e proteção do espaço e das pessoas.
Ver:Defumação
Azeite de dendê (palma Elaeis guineensis); usado em comidas rituais e unções. Do yorùbá ẹ̀pà ou do português "dendê" (de origem africana).
Trabalho ritual de libertação de influências espirituais negativas sobre uma pessoa. Influência espírita.
Ver:Desobsessão
Termo historicamente carregado; refere-se ao encerramento e envio de oferendas. Não significa necessariamente "mal".
— Do yorùbá ẹbọ (sacrifício, oferenda de equilíbrio). Trabalho ritual de equilíbrio, limpeza ou transformação. Não é apenas "dar comida ao Orixá".
— Do yorùbá egúngún (ancestral, espírito dos mortos). Na cosmologia yorùbá, culto separado dos Orixás. Na Umbanda, o termo aparece especialmente na relação de Iansã com os ancestrais.
Ver:Iansa
— Nome de Exu no sistema lucumí (Cuba) e em algumas tradições do Candomblé. Do yorùbá Èlégbára (senhor da força).
Ver:Exu
Ponto de força de Exu e Pombagira; espaço de escolha, encontro, passagem e limiar.
Espírito que trabalha na Umbanda (Caboclo, Preto-Velho, Exu, Pombagira, etc.). Entidade ≠ Orixá.
Ver:Orixá × Entidade
Entidade criança (alegria, pureza simbólica, renovação). Erê ≠ Ibeji (conceitos relacionados, não intercambiáveis). Do yorùbá erẹ (brincadeira).
Ver:Eres Criancas
Rabo-de-cavalo ritual, símbolo de Iansã. Do yorùbá irukẹrẹ (espanta-moscas de rabo de cavalo).
Ver:Iansa
Doutrina de Allan Kardec (reencarnação, evolução, caridade, mediunidade). Influência importante em vertentes da Umbanda. Espiritismo ≠ Umbanda.
— Do yorùbá ewé (folha, erva). Termo ligado a Ossaim, o Orixá das folhas. A saudação "Ewê Ô!" é usada para Ossaim.
Categoria de entidade da Esquerda (guardião, caminhos, proteção, limites).
Ver:Exu
— Do yorùbá Èṣù. Divindade da comunicação, movimento, caminhos e mediação. Exu Orixá ≠ Exu entidade ≠ diabo.
Ver:Exu
Categoria própria da Esquerda (movimento, quebra, irreverência). Não é "Exu criança" — é categoria própria.
Ver:Exus Mirins
Agrupamento espiritual de trabalho sob determinada vibração/nome. Falange ≠ entidade única; ≠ linha.
Ver:Falanges
Estrutura ritual para sustentar o campo de trabalho (vela, elementos, símbolos, imagens). Não é sinônimo de oferenda.
Povo do Daomé (atual Benin); matriz da nação Jeje. Os voduns fon correspondem funcionalmente aos Orixás yorùbá.
Charuto, cigarro ou cachimbo usado ritualisticamente por Exus, Pombagiras, Baianos, Boiadeiros e outros.
Ritual coletivo principal da Umbanda (abertura, pontos, incorporação, atendimento, encerramento). Do kimbundu njira (caminho) ou do português "girar".
Ver:A Gira
Dois sentidos: (1) entidade espiritual que orienta e trabalha com o médium; (2) colar ritual de contas.
Ver:Mundo Espiritual
— Do yorùbá ìyá (mãe) + Òrìṣà; Orixás femininos (Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã, Obá, Ewá).
— Do yorùbá Ìbejì (gêmeos divinos). Orixá dos gêmeos, da alegria e da dualidade. Ibeji ≠ Erê (conceitos relacionados, não intercambiáveis).
Ver:Ibeji Ere
— Do yorùbá Ifá. Sistema divinatório yorùbá presidido por Orunmilá. Na Umbanda, aparece como referência na abertura de obrigações e em algumas cosmologias.
Ritmo de atabaque associado a Oxum e a outros Orixás das águas; originário da cidade yorùbá de Ijexá.
Manifestação de uma entidade através do médium durante a gira. Experiência subjetiva religiosa — não afirmação científica.
Ver:Incorporação
— Do kimbundu nkisi (força da natureza, espírito, medicamento sagrado). Equivalente funcional do Orixá nas tradições bantu. Presente no Candomblé Angola e em correntes de Umbanda de influência bantu.
Influência/vibração de um Orixá sobre o médium (não incorporação do Orixá).
— Do yorùbá ìtàn (história, conto, narrativa). Mito dos Orixás.
Ver:Itans
Nação do Candomblé de origem fon/ewe (Daomé/Benin); divindades chamadas voduns. O Legba jeje equivale funcionalmente ao Exu yorùbá.
Planta (Mimosa tenuiflora), bebida ritual, tradição própria (Jurema Sagrada, Catimbó-Jurema), entidade e linha. Forte no Nordeste.
Ver:Jurema
Língua bantu falada em Angola (região de Luanda e arredores); matriz linguística de muitos termos da Umbanda e do Candomblé Angola. Exemplos: calunga, quimbanda, gira (possível origem), zambi.
— Vodum fon da encruzilhada, dos caminhos e da comunicação. Equivalente funcional do Exu yorùbá no sistema jeje. Presente no Vodu haitiano como Papa Legba.
Campo de trabalho espiritual de grande amplitude. Dois usos: (1) linha de Orixá (vibração); (2) linha de entidades. Linha ≠ Falange.
Ver:As Sete Linhas
Termo histórico e polissêmico: (1) instrumento musical de origem bantu; (2) prática religiosa afro-brasileira genericamente; (3) uso pejorativo. Evitar uso genérico.
Dirigente do terreiro (formação ritual, organização, preservação, liderança espiritual). Ialorixá (mãe) / babalorixá (pai) em yorùbá.
Ver:Hierarquia
Entidade da rua e do jogo (inteligência, jogo de cintura, sobrevivência urbana). Zé Pelintra é o malandro mais famoso.
Ver:Malandros
Entidade das águas e dos mares (viagem, liberdade, aventura). Linha associada a Iemanjá.
Ver:Marinheiros
Pessoa que serve de intermediária entre o mundo espiritual e o material na prática umbandista. Termo espírita.
Ver:`mediunidade`
— Do yorùbá Nàná Búrúkú. Orixá da ancestralidade, das águas lodosas e paradas, da sabedoria do tempo.
Ver:Nana
Ver Inquice.
— Do yorùbá Obaluàiyé (rei da terra/do mundo) / Ọmọlú (filho do senhor). Orixá da cura, da doença e da transformação.
Ver:Obaluae Omolu
Sacerdote auxiliar sem incorporação (toca atabaque, canta, sustenta a gira). Do yorùbá ògán.
Ver:Hierarquia
— Do yorùbá ògó (bastão, falo). Símbolo/arma ritual de Exu.
Ver:Exu
— Do yorùbá Olódùmarè (dono do destino) / Olọrun (dono do céu). Princípio supremo, Deus na cosmologia yorùbá. Não possui forma, não incorpora.
Ver:Olorum e Axé
— Do yorùbá Òrìṣà (divindade, potência sagrada, força da natureza). Na Umbanda: categoria cosmológica, não espírito desencarnado. Orixá ≠ Entidade.
Ver:Orixá × Entidade
— Do yorùbá Ọrúnmìlà. Orixá do destino e do conhecimento; dono do sistema de adivinhação de Ifá. Aparece na abertura de obrigações em algumas casas.
— Do yorùbá Ọṣanyìn. Orixá das folhas, das ervas, da cura vegetal e do conhecimento da floresta. A saudação é "Ewê Ô!".
Ver:Ossaim
— Do yorùbá Òṣálá (Òṣàlúfọ̀n / Òṣàgiyán). Orixá da criação, da fé e da paz.
Ver:Oxala
— Do yorùbá Ọṣọ́ọ̀sì. Orixá da caça, da mata, do conhecimento e da prosperidade.
Ver:Oxossi
— Do yorùbá Ọ̀ṣun. Orixá das águas doces, do amor, da fertilidade e da diplomacia.
Ver:Oxum
— Do yorùbá Ọṣùmàrè. Orixá dos ciclos, da renovação e do arco-íris (a serpente que une céu e terra).
Ver:Oxumare
— Do yorùbá Ọ̀yá (a rainha do Rio Niger). Nome africano de Iansã.
Ver:Iansa
Transmissão/aplicação de axé pelo médium ao assistido (cura energética ritual). Influência espírita.
Ver:A Gira
Amuleto ou objeto de proteção preparado com elementos rituais.
Ver:Patuás e Breves
Giz ritual de calcário (branco ou colorido) usado para riscar pontos no chão. Possivelmente do kimbundu pemba (giz, argila branca sagrada).
Entidade feminina da Esquerda (autonomia, relações, poder, transformação). Pombagira ≠ "mulher sedutora" ≠ demônio. Provável de pomba gira (aquela que gira como pomba) — origem debatida.
Ver:Pombagiras
Canto ritual (saudação, chamada, trabalho, encerramento).
Ver:Pontos Cantados
Desenho ritual traçado com pemba no chão (identidade, proteção, trabalho).
Entidade ancestral (sabedoria, humildade, paciência, cura, caridade). Arquétipo do negro velho sábio.
Ver:Pretos Velhos
(1) Tradição afro-brasileira com foco no trabalho com Exus e Pombagiras; sistema autônomo no Sul do Brasil e Cone Sul. (2) Historicamente: termo pejorativo para práticas "mágicas negras". Quimbanda ≠ Umbanda. Do kimbundu ki-mbanda (curandeiro, adivinho).
Crença em vidas sucessivas; influência espírita forte em algumas vertentes. Não universal em toda a Umbanda.
Atabaque grave (mestre); conduz a gira, faz chamadas especiais. Do yorùbá ou do bantu — origem debatida.
Cumprimento ritual a Orixá ou entidade (ex.: "Ogunhê!", "Okê Arô!", "Odoyá!", "Laroiê!", "Salubá!"). Ver páginas individuais dos Orixás.
Processo histórico de associação entre Orixás e santos católicos. Sincretismo ≠ identidade.
Tradição afro-brasileira do Maranhão e Pará; voduns da nação Jeje (fon/ewe). Um dos cultos precursores da Umbanda.
Espaço/altar da Esquerda no terreiro; ponto de Exu, guardiões.
Ver:Espaço Sagrado
Religião brasileira (início séc. XX) formada por matrizes africana, indígena, católica, espírita e cultura popular. Não é "Candomblé + Kardecismo + Catolicismo". Etimologia debatida: kimbundu mbanda (arte de curar / curandeiro) é a hipótese mais aceita.
Elemento ritual (luz, fé, intenção, presença do sagrado). Cor varia por tradição/casa. Não "controla" o Orixá.
Ver:Velas e Cores
Linguagem religiosa de correspondência espiritual (não frequência física). Influência espírita.
— Do fon vodun (espírito, divindade). Divindades da nação Jeje (Candomblé). Equivalente funcional do Orixá yorùbá. Presente no Vodu haitiano e no Vodu americano.
— Do yorùbá Ṣàngó. Orixá da justiça, do trovão, das pedreiras e do fogo.
Ver:Xango
— Do yorùbá ṣàṣàrà (vassoura de palha). Símbolo ritual de Obaluaê/Omolu.
Ver:Obaluae Omolu
— Do yorùbá ṣìrẹ̀ (brincar, festejar). Sequência de cantos e danças para Orixás no Candomblé; usado em algumas Umbandas.
— Do yorùbá Yèyé Ọmọ Ẹjà (mãe cujos filhos são como peixes). Orixá do mar, da maternidade, da proteção.
Ver:Iemanja
Povo e língua da Nigéria e Benin ocidental; maior matriz africana da Umbanda e do Candomblé Ketu. Dos yorùbá vieram: Orixá, Exu, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iansã, Iemanjá, Oxum, Obaluaê, Nanã, Ossaim, Oxumarê, Logun-Edé, Ewá, Obá, Ibeji.
— Do kimbundu nzambi (Deus supremo, força criadora). Nome bantu para o princípio divino supremo; equivale a Olorum na tradição yorùbá.
Ver:Olorum e Axé
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