Umbanda
Intermediário

Comportamento dos Médiuns no Terreiro

🟡 Depende da tradição/escolaComum em determinadas vertentes (Umbanda Branca, Omolokô, Sagrada…), mas não universal.

🟡 Normas de conduta — variam conforme a casa; reescritas como referência.


Durante a defumação e saudações

  • O Pai/Mãe Espiritual defuma primeiro o Congá; depois é defumado pelo Pai/Mãe Pequena, que passa a defumar os filhos de fé.
  • A assistência é defumada por um Ogã, acompanhado de outro (ou de um fiscal).
  • Os filhos de fé vão para a defumação da esquerda para a direita, em círculo, sem circular aleatoriamente (“ordem é necessária”).

Posições de mão

  • Ao defumar-se: mãos espalmadas para baixo.
  • Ao “bater cabeça”: mãos espalmadas para cima (reconhecimento da dependência em Deus, espera das graças).
  • Ao cruzar o chão: palmas para cima (as costas das mãos são a parte “mais limpa”; a palma é usada para dar passes).

Hierarquia e toque

  • Somente o Pai/Mãe Espiritual toca a cabeça do filho de fé (na ausência, o Pai/Mãe Pequena) — e mesmo eles devem evitar; prefere-se um toque no ombro.
  • No passe não incorporado, não tocar na cabeça da pessoa. No passe incorporado, a entidade sabe o que fazer.
  • Ao encontrar o padrinho/madrinha, saudar como dentro do terreiro (toque de mão + saudação), em obediência à hierarquia.

Substituição durante a incorporação do dirigente

  • Quando o Pai/Mãe Espiritual incorpora, o Pai/Mãe Pequena assume o governo da casa — são os indicados, conhecedores do ritual.
  • Na parte espiritual, é o Guia-Chefe quem dá as ordens.
  • O Pai/Mãe Pequena é médium de incorporação, mas não deve incorporar (para saber o que se passa); se precisar, indica um substituto.
  • Obrigação do Pai/Mãe Pequena: não deixar o trabalho se interromper, impor ordem na engira e na assistência.

Existem duas coisas distintas no Templo:

  • Etapa religiosa — aquilo que ocorre durante o ritual (responsabilidade do Pai/Mãe Espiritual).
  • Etapa legal — a organização administrativa/estatutária.

O pedido de proteção na porta

Ao fazer a saudação na entrada, o dirigente firma o pensamento pedindo proteção ao povo da rua/esquerda/Exus:

“Vocês que também são nossos irmãos da rua, cuidem da segurança de nossa casa.”


Assentamento da esquerda

  • O lugar do assentamento da esquerda (não a casinha, o assentamento em si) deve ser na soleira da porta (ou pouco antes), de modo que todos que entrem passem por cima — como um “para-raios” que neutraliza cargas negativas trazidas da rua.

Sobre a prece

  • A prece diante do Congá não deve ser automática — deve ser feita com o coração.
  • “Não adianta rezar um Pai-Nosso sem fé. Melhor dizer, sinceramente: ‘Pai, dai-nos a tua proteção’.”

Observações e etiquetas

Conceito Etiqueta
Normas de conduta 🟡
Hierarquia/touché 🟡
Assentamento da esquerda 🟠

Ver também: Abertura e Encerramento, Hierarquia