🔵 Matriz africana (iorubá/jêje). Nanã Buruquê, a mãe mais velha, a anciã das águas paradas. 🟡 Sincretismo: Sant’Ana (em algumas tradições).
A Mais Velha das Mães d’água
Segundo Edison Carneiro (Os Candomblés da Bahia), Nanã é a mais velha das mães d’água, considerada a mãe de todos os Orixás daomeanos.
- Sincretismo: Senhora Sant’Ana, festejada em 26 de julho.
- Cores: azul claro e branco.
- Alimentos: carneiro, galinha, acaçá, axoxó, pipocas, aberém.
- Dança: como pessoa de idade — como vovó — como se tivesse um menino nos braços.
A Criadora do Mundo (versão jêje)
Entre os jêjes, Nanã recebe o nome Nanã Buruku e é considerada a criadora do mundo — a mãe de tudo o que existe.
Essa diferença entre as versões iorubá e jêje mostra, mais uma vez, a multiplicidade da tradição.
O símbolo da lama
Nanã está ligada à lama, às águas paradas e ao pântano. Seu elemento é a terra molhada — a matéria primordial da qual a vida brota e à qual retorna.
A memória ancestral e o retorno à matéria. O tempo guarda aquilo que a vida esquece.
O que o itan ensina
- Nanã representa a ancestralidade, a sabedoria do tempo, a memória e a passagem.
- A lama/água parada é seu domínio: origem e término da existência.
- A dança de “vovó com criança no colo” evoca a maternidade primordial e o ciclo completo da vida.
Observações e etiquetas
| Conceito | Etiqueta |
|---|---|
| Nanã como a mais velha das mães d’água | 🟡 |
| Nanã Buruku criadora (jêje) | 🔵 |
| Sincretismo Sant’Ana | 🔴 |
Ver também: Nana, Criacao Yemanja