Umbanda
Iniciante

Itan — Oxumarê

🔵 Matriz africana (iorubá/jêje). Oxumarê, o arco-íris, a serpente do ciclo. 🟡 Sincretismo: São Bartolomeu (em algumas tradições) — sem equivalência única.


O Arco-íris

Segundo Edison Carneiro (Os Candomblés da Bahia), Oxumarê é o arco-íris, identificado com São Bartolomeu e festejado ruidosamente em 24 de agosto, numa fonte das proximidades de Pirajá.

  • Criado de Xangô (em algumas tradições).
  • Forma: para os negros, uma serpente.
  • Alimentos: carneiro, cágado, galo, aberém.
  • Vestes: branco, com enfeites na mão.

A Serpente do Movimento (jêje)

Entre os jêjes, a serpente Dã representa o princípio de mobilidade — o movimento que tudo percorre e conecta. Oxumarê é o nome nagô desse mesmo princípio:

  • Símbolos: arco-íris + serpente.
  • Ideia central: movimento cíclico + continuidade + transformação.

No Dahomey, todos os voduns possuem uma serpente Dã — e o arco-íris é seu nascimento (Sôbô-adã = uma Dã especial de Sôbô).


O que o itan ensina

  • Oxumarê é a força dos ciclos, da renovação e da continuidade.
  • O arco-íris liga dimensões; a serpente liga ciclos.
  • “Nada permanece exatamente igual. Tudo circula.”

Observações e etiquetas

Conceito Etiqueta
Oxumarê como arco-íris 🔵
Serpente Dã (jêje) 🔵
Sincretismo (São Bartolomeu) 🟡

Ver também: Oxumare