🔵 Matriz africana (iorubá). Obá, a Iabá guerreira, esposa de Xangô. 🟡 Sincretismo: Joana d’Arc (remota) — sem equivalência única.
A Guerreira Fiel
Segundo Edison Carneiro (Os Candomblés da Bahia), Obá é a Iabá guerreira, remotamente identificada com Joana d’Arc.
- Atributos: espada e escudo de cobre — com o escudo, as folhas ou simplesmente a mão, oculta a orelha esquerda.
- Alimentos: cabra, galinha, conquém, acarajé e abará.
O mito da orelha
A marca simbólica de Obá vem de uma trágica história de ciúme e engano:
- Obá era uma das esposas de Xangô, mas a menos querida pelas outras.
- Oxum, rival, aconselhou-a: para conquistar o amor do Orixá, ela deveria cozinhar a própria orelha e servi-la a Xangô.
- Obá, na dor e na esperança, seguiu o conselho — e perdeu uma orelha.
Por isso Obá é sempre representada ocultando a orelha esquerda (com o escudo, as folhas ou a mão). É a marca da fidelidade, do sacrifício e da dor do amor.
O que o itan ensina
- Obá representa a força, a fidelidade, a resiliência e o sacrifício.
- O mito da orelha é uma narrativa de ciúme, engano e dor — deuses com paixões humanas.
- Obá é importante por ampliar o panteão para além dos Orixás mais populares.
Observações e etiquetas
| Conceito | Etiqueta |
|---|---|
| Obá como Iabá guerreira | 🔵 |
| Mito da orelha | 🟡 |
| Sincretismo (Joana d’Arc) | 🟡 |