🟢 Proposta de modelagem comparativa, construída para organizar diferentes tradições umbandistas. Não é uma doutrina oficial da Umbanda.
A árvore-mestra (estrutura vertical)
DEUS / OLORUM
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CRIAÇÃO
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AXÉ
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ORIXÁS
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NATUREZA · VIBRAÇÃO · AXÉ
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LINHAS
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FALANGES
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ENTIDADES
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MÉDIUM → TERREIRO → GIRA
A grande síntese
OLORUM
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ORIXÁS
├── natureza · arquétipo · força
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LINHAS
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FALANGES
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ENTIDADES
├── Caboclos · Pretos-Velhos · Erês · Baianos · Boiadeiros
└── Esquerda: Exus / Pombagiras
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MÉDIUM
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TERREIRO → CONGÁ · TRONQUEIRA · GIRA
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RITUALIDADE → ervas · água · fogo · pemba · oferenda · comida
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FIRMEZA
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CARIDADE → ÉTICA → EVOLUÇÃO*
* Onde a tradição adota a ideia de evolução.
As 7 linhas (modelo)
1. DIVINO → Olorum/Zambi
2. ORIXÁS
3. FORÇAS / LINHAS
4. FALANGES / ENTIDADES
5. TERREIRO / MÉDIUM
6. RITUAL
7. CARIDADE / ÉTICA
Dimensões simultâneas
- Vertical: Deus → Orixás → Linhas → Entidades → Médium.
- Horizontal: Orixá ↔ Natureza ↔ Entidade ↔ Humano.
- Histórica: África → Diáspora → Brasil → Sincretismo → Umbanda → releituras contemporâneas.
As questões centrais (resumo)
- Orixá não é entidade.
- Entidade não é Orixá.
- Linha não é sinônimo de falange.
- Falange não é necessariamente uma única entidade.
- Esquerda não significa mal.
- Sincretismo não significa identidade entre Orixá e santo.
- Terreiro não é apenas um lugar físico.
- Gira não é simplesmente incorporação.
- Oferenda não é “comprar” uma graça.
- Mediunidade não é sinônimo de evolução espiritual.
A Umbanda em uma frase
O divino se manifesta através dos Orixás; as diferentes tradições organizam essas forças em linhas e falanges; entidades trabalham através dos médiuns dentro do terreiro; o ritual utiliza canto, ritmo, natureza, símbolos e elementos materiais; e todo esse sistema encontra seu sentido religioso na caridade, na ética e na relação com o sagrado.